Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Alvará de funcionamento: o que é, quem precisa e como tirar

Entenda o que é o alvará de funcionamento, quando a atividade de baixo risco é dispensada, quais documentos são pedidos e como tirar pela Redesim.

Fachada de uma pequena loja de rua com a porta aberta
Foto: Jules Verne Times Two / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Neste conteúdo
  1. O que é o alvará de funcionamento e quem emite
  2. Baixo, médio e alto risco: o que muda
  3. Como tirar o alvará de funcionamento: passo a passo
  4. Documentos que costumam ser pedidos
  5. Quanto custa e qual a validade
  6. MEI precisa de alvará?
  7. Erros comuns e o que acontece sem alvará
  8. Perguntas frequentes

O alvará de funcionamento é a autorização da prefeitura para que uma empresa funcione em determinado endereço. Ele confirma que a atividade é permitida naquele local e que o estabelecimento segue as regras de uso do solo, segurança e, quando for o caso, saúde e meio ambiente.

Desde a Lei da Liberdade Econômica, de 2019, atividades classificadas como de baixo risco ficam dispensadas de alvará e de outras licenças. As de médio risco recebem a liberação de forma automática, e as de alto risco continuam passando por análise e vistoria. O pedido é feito, na maior parte do país, pelo portal da Redesim.

O que é o alvará de funcionamento e quem emite

O alvará é emitido pelo município, porque cabe à prefeitura definir o que pode funcionar em cada rua e bairro. Por isso o nome, os documentos e as taxas variam de cidade para cidade. Em alguns lugares ele se chama licença de funcionamento ou licença de localização e funcionamento.

Além do alvará municipal, algumas atividades precisam de outras liberações, de outros órgãos:

  • Licença sanitária: da vigilância sanitária, para alimentos, saúde, beleza e estética, entre outros.
  • Certificado ou auto de vistoria do Corpo de Bombeiros: atesta as condições de prevenção de incêndio.
  • Licença ambiental: para atividades com impacto ambiental, como oficinas com pintura ou indústrias.

Baixo, médio e alto risco: o que muda

A Lei nº 13.874/2019 garantiu o direito de exercer atividade de baixo risco sem atos públicos de liberação. A Lei nº 11.598/2007, que criou a Redesim, prevê que a classificação de risco seja feita por resolução do Comitê para Gestão da Redesim (CGSIM), valendo quando o estado ou o município não tiver lei própria sobre o assunto.

Grau de risco Como funciona a liberação Exemplos frequentes
Baixo risco Dispensa de alvará e licenças. A empresa pode começar a funcionar após o registro. Muitos comércios varejistas de roupas e acessórios, escritórios administrativos, serviços sem atendimento ao público
Médio risco Alvará e licenças emitidos automaticamente, sem análise humana, após o empresário assinar um termo de ciência e responsabilidade Atividades com alguma exigência sanitária ou de segurança, conforme a classificação local
Alto risco Análise de documentos e, em geral, vistoria antes da liberação Restaurantes com cozinha industrial, clínicas, postos de combustível, casas de show

A classificação depende do CNAE e, às vezes, de detalhes como área do imóvel e número de pessoas atendidas. Uma mesma atividade pode ter grau diferente em cidades diferentes, porque o município pode ter legislação própria. A dispensa ou a emissão automática não impedem a fiscalização depois: a empresa continua obrigada a cumprir as normas sanitárias, ambientais e de prevenção de incêndio.

Como tirar o alvará de funcionamento: passo a passo

  1. Faça a consulta prévia de viabilidade. Antes de alugar o imóvel, informe o endereço e o CNAE na Redesim ou no portal da prefeitura. A resposta diz se a atividade é permitida no local.
  2. Registre a empresa. A abertura na Junta Comercial e a inscrição no CNPJ costumam ser feitas no mesmo fluxo da Redesim.
  3. Veja o grau de risco informado pelo sistema. Se for baixo risco, a dispensa já aparece no processo.
  4. Assine o termo de ciência e responsabilidade, se for médio risco. Ele lista as exigências que a empresa se compromete a cumprir.
  5. Para alto risco, envie os documentos e aguarde a vistoria. Vigilância sanitária, bombeiros ou órgão ambiental podem ir ao local.
  6. Pague as taxas municipais, quando houver. A cobrança e o valor dependem da lei de cada cidade.
  7. Guarde o documento. Muitas prefeituras exigem que o alvará fique visível no estabelecimento.

Em municípios que ainda não estão integrados à Redesim, o pedido é feito direto na prefeitura, em geral na secretaria de finanças, de desenvolvimento econômico ou de urbanismo.

Documentos que costumam ser pedidos

  • CNPJ e contrato social, requerimento de empresário ou certificado do MEI (CCMEI);
  • documento de identidade e CPF dos sócios;
  • comprovante de endereço do imóvel, como IPTU, escritura ou contrato de aluguel;
  • resultado da consulta de viabilidade;
  • planta ou croqui do local, em alguns casos;
  • licença sanitária, certificado dos bombeiros ou licença ambiental, quando a atividade exigir.

Quanto custa e qual a validade

Não existe valor nacional. Cada município define, em lei, se cobra taxa de licença e quanto, normalmente conforme a atividade, a área ocupada e o grau de risco. Consulte o valor no site da prefeitura antes de fazer as contas da abertura.

Sobre a validade, a Lei nº 11.598/2007 prevê que alvarás e licenças valem até serem cancelados ou cassados por descumprimento de requisitos. Na prática, algumas prefeituras ainda cobram taxa anual de fiscalização, e mudanças de endereço, de área ou de atividade exigem novo pedido.

MEI precisa de alvará?

O MEI segue a mesma lógica de risco. Se a ocupação for de baixo risco, ele fica dispensado. Mesmo assim, precisa respeitar as regras do município sobre uso do imóvel, inclusive quando trabalha em casa, e as normas sanitárias e de segurança. Quem vende alimentos, por exemplo, pode precisar de licença sanitária mesmo sendo MEI. O Certificado da Condição de Microempreendedor Individual (CCMEI) informa se há dispensa ou exigência de licença.

Erros comuns e o que acontece sem alvará

  • Alugar o imóvel antes da consulta de viabilidade. O local pode não permitir a atividade.
  • Achar que baixo risco dispensa tudo. As normas de segurança e de vizinhança continuam valendo.
  • Mudar de endereço sem avisar. O alvará é ligado ao local, não à empresa.
  • Incluir atividades novas sem atualizar a licença. Uma loja que passa a servir café, por exemplo, pode mudar de grau de risco.

Funcionar sem a liberação exigida pode levar a multa, interdição do estabelecimento e problemas para emitir nota fiscal ou fechar contratos com outras empresas.

Perguntas frequentes

Como sei se minha atividade é de baixo risco?

Faça a consulta de viabilidade na Redesim ou na prefeitura informando o CNAE e o endereço. O sistema indica o grau de risco e se há dispensa.

Quanto tempo demora para sair o alvará?

Para baixo e médio risco, a liberação costuma sair junto com o registro, de forma eletrônica. Para alto risco, o prazo depende da análise e das vistorias de cada órgão.

Comércio on-line precisa de alvará?

Depende de onde e como funciona. Se há estoque, atendimento ou expedição em um endereço, o município pode exigir a liberação desse local. Faça a consulta de viabilidade.

O alvará passa para o novo dono se eu vender a empresa?

A troca de sócios não muda o local nem a atividade, mas exige atualização cadastral. Mudança de endereço ou de atividade exige novo pedido.

Conteúdo informativo. Regras e taxas variam por município: confirme com a prefeitura ou com um contador.

Conteúdo informativo. Para decisões contábeis, fiscais ou jurídicas, consulte um contador ou advogado de sua confiança.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é editor do Goobusca. Analista de SEO e produção de conteúdo, cuida da pauta, da apuração em fontes oficiais e da atualização dos guias sobre negócios, empresas e comércio local.

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